CONCELHO PASSA A TER ENSINO SECUNDÁRIO
Updated on 17/06/2026
A oferta educativa no Concelho de Monforte estende-se desde o Pré-Escolar até ao 9º ano apenas. Para prosseguir os estudos e concluir o Ensino Secundário, os jovens da região viam-se obrigados a deslocar-se diariamente para concelhos limítrofes, como Portalegre, Estremoz ou Alter do Chão.
No âmbito das suas competências na área da educação, que incluem a gestão do parque escolar, a ação social escolar (refeições, transportes e outros apoios), a contratação e gestão do pessoal não docente, bem como a definição de políticas educativas locais, o atual executivo camarário procurou encontrar soluções que permitiriam alargar o nível de ensino até ao 12º ano em Monforte. Nesse sentido, conseguiu criar as condições para tornar possível a realização do Curso de Aprendizagem de Técnico Auxiliar de Saúde, Nível 4 (equivalência ao 12º ano e Certificação de Qualificação Profissional), ministrado pelo IEFP de Portalegre em parceria com o Município.
O Curso foi apresentado numa sessão dirigida aos alunos do 9º ano do Agrupamento de Escolas, onde também estiveram presentes o Presidente do Município, Miguel Rasquinho, e a Vice-Presidente e Vereadora da Educação, Raquel Pereira, a Subdiretora do Agrupamento, Anabela Durão, e a Psicóloga responsável pela Orientação Vocacional desses alunos, Raquel Xavier.
Os Técnicos do IEFP, Jorge Navarro, Manuel Estevão e Vanda Realinho, expuseram as condições para frequentar o Curso, as suas vantagens e esclareceram algumas questões, entre as quais sobre os Apoios Sociais concedidos aos alunos durante a frequência da formação, informando que será atribuída uma vez por ano uma Bolsa para material de estudo consoante o escalão do abono de família, uma Bolsa de profissionalização atualmente no valor de 53,71€ por mês (10% do IAS), Subsídio de refeição (6,15€ por dia) e Subsídio de transporte de 80,56€ por mês (15% do IAS) ou comparticipação nas despesas de transporte público.
Miguel Rasquinho reiterou as vantagens desta oferta educativa, destacando o forte potencial de empregabilidade do curso, pois o setor da prestação de cuidados de saúde debate-se atualmente com falta destes técnicos qualificados.
Por outro lado, o autarca entende que esta solução poderá ser uma forma de combater o abandono e o insucesso escolar, contribuindo ainda para a fixação de jovens no concelho.