MONFORTE HOMENAGEIA MAESTRO ARMANDO REIGOTA
Updated on 30/06/2026
O Município de Monforte prestou homenagem, no passado sábado, 27 de junho, ao Maestro Armando Reigota. O antigo Largo do Espírito Santo — local onde o músico viveu no número 11, criou a sua família e marcou várias gerações — passou oficialmente a designar-se Largo Maestro Armando Reigota. O ato solene contou com a presença dos filhos, netos, bisneto e outros familiares do homenageado, amigos, elementos ligados ao movimento filarmónico e representantes de órgãos autárquicos do Concelho (Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Juntas de Freguesia de Assumar, Monforte e Vaiamonte) e de outros organismos locais.
O Presidente da Câmara Municipal, Miguel Rasquinho, acompanhado pela Vice-Presidente, Raquel Pereira, destacou o percurso de Armando Reigota como músico, militar e, “acima de tudo, um construtor de músicos de bandas filarmónicas”. O autarca recordou que, apesar de ter recebido vários convites (com ofertas de casa incluídas) para se fixar noutras localidades devido ao seu talento, o maestro optou sempre por regressar e permanecer em Monforte.
A sua influência na história da Sociedade Filarmónica Monfortense “Os Encarnados” foi decisiva, tendo sido pela sua mão que se adquiriu a sede da instituição.
Desde muito jovem iniciou a sua formação musical nesta coletividade, dedicando grande parte da sua vida à música e à formação de novos executantes. Fê-lo muitas vezes com sacrifícios pessoais significativos, movido por um profundo sentido de dedicação à música, à associação e à sua terra.
Ao longo da sua vida artística, participou e dirigiu inúmeras iniciativas musicais, pisando diversos palcos e levando o nome da Sociedade Filarmónica Monfortense e do concelho de Monforte a vários pontos do país e também além-fronteiras, contribuindo de forma decisiva para a projeção cultural da comunidade monfortense.
Além disso, o seu legado musical estendeu-se a vários pontos do distrito e do país, com passagens marcantes por bandas como as do Vimieiro, Crato, Galveias e pela Banda Euterpe.
A data da homenagem coincidiu intencionalmente com as celebrações de São Pedro, organizadas pela Sociedade Filarmónica, uma festividade que muito significava para o maestro. Durante anos, Armando Reigota dinamizou a vida cultural do largo, compondo marchas e ensaiando os próprios marchantes para os arraiais populares e bailes tradicionais.
Para Miguel Rasquinho, esta alteração toponímica é uma forma de preservar a memória coletiva da vila e de valorizar figuras que contribuíram para a identidade local, pois, afirmou, “estas terras, estes concelhos, não podem só viver de obra física. Precisamos de viver de memórias, de pessoas, de emoções. Senão estas terras apenas vivem do betão e isso não pode acontecer”.